quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Filme Atividade Paranormal

Filme Atividade Paranormal e sua análise oculta

            De
início parecia algo amador, mas com o tempo percebi que era essa a intenção. Talvez para dar mais realismo e contrastar o silêncio e fenômenos sonoros, para assim assustar as pessoas mais sugestionáveis. Dessa forma um filme de pouco investimento na produção se transforma em um sucesso. Mas Atividade Paranormal e sua continuação, que tem mais noções sobre espíritos, fazem as pessoas pensarem em um modo medieval, frente a nossa atual sociedade moderna, com sua ciência que diz saber tudo e soluções para a felicidade em consumismo e farmácia. No mais o filme parece um Big Brother sem as cenas de possíveis atos libidinosos ou festas com bebedeiras e provas de resistência. Aqui imaginamos fantasmas e coisas se mexem sem motivo aparente. A sugestão faz o filme e com a aparência de realidade vemos pelo menos algo criativo, frente a um cinema enlatado e de mesmice.
            Um parapsicólogo ao ver os fenômenos lembraria dos vários que já ocorreram na história, cujo termo é poltergeist. Casas onde móveis se mexem, lâmpadas queimam sem motivo, muito mofo, sombras, batidas, barulhos inexplicáveis, vultos, e mais muitos outros fenômenos, tudo isso já aconteceu em grande escala, e por isso talvez quem assista o filme tenha uma compreensão. Mas o exagero acontece e a desculpa do demônio (ou demônios) pareceu a tônica do filme, mas uma vez nos levando a visão medieval das coisas. Pessoas morrem no final e não se dá solução nem explicação a nada, em uma ignorância sobre a parapsicologia e mesmo sobre o espiritismo, este último colocando todos os demônios como nada mais que desencarnados, pessoas que perturbadas continuam a entristecidas incomodar os vivos. Quanto a parapsicologia, o fenômeno é de telergia ou psicocinesia, o pode da mente movendo objetos e isso de forma inconsciente, sem nenhum além, alma penada ou demônio. Um desequilíbrio emocional, alguém na puberdade e certo ambiente colaboram com o fenômeno, geralmente acontecendo em emoções muito fortes e uma luta extrema por sobrevivência. Mas na realidade o fenômeno existe, mas não há o teatro dos vampiros do final dos filmes Atividade Paranormal, nem os exageros da possessão.
            Eu sendo um ocultista, talvez pelo menos aproveite relacionar os fenômenos e criticar as classificações. Primeiro que todos temos um espírito que nos protege, ou uma energia, e isso é nosso Sagrado Anjo Guardião, que não permitiria tamanhas influências de entidades negativas. Segundo que pelo que vi no filme, estava claro ser um elemental de fogo, salamandra, pelo domínio desse elemento, primeiro no jogo ouija e segundo no fogão a gás, com tochas parecendo ter vida própria. Sobre ser um demônio, parece que não, uma vez que a relação com esses “deuses primitivos” está longe de nossa realidade, e poucos mexem com essas entidades, especialistas em goécia, e só. O demônio (daemon) não tem muita interação com pessoas simples, parecendo mais um anjo ao contrário (muitos deles conservam ainda o título de querubim, trono etc..) e demônios gostam de aparecer sobre forma animal, o que não aconteceu no filme. E julgar anjos de bons e demônios de maus foi obra de teólogos, e a coisa é mais complexa, supera esse moralismo maniqueista. Mas acertaram em colocar a criança e o cão no segundo filme, uma vez que estes têm mesmo maior contato com o astral, o mundo espiritual, e isso é pela experiência um fato, pelo menos para a criança que lembra desses fatos.
            Sobre a possessão, essa já ocorreu de forma semelhante, e muitas histéricas já o manifestaram, bem como pessoas que estavam internadas em manicômios. Para mim, grande parte desses fenômenos não se devia a espíritos exteriores, mas mais a uma personalidade da pessoa mesma, porém de outra vida (e outro sexo) que queria se vingar, atacar etc. O primeiro Atividade Paranormal tem uma relação entre o casal, e o segundo entre o casal e sua família. Um livro de Eleasar C. Mendes relata um estudo sobre essas personalidades subliminares e sua influência em casais e relações amorosas, bem como ataques. Seria no caso do primeiro filme um homem que em vida passada foi marido da protagonista e agora queria impedir o atual na “traição” dela, e isso acontece no plano espiritual. No segundo filme o evento ocorreu por fim com a adolescente, e confirmaria a teoria parapsicológica da maior incidência de fenômenos com essa linha etária, no caso poltergeist. Estranho que o filme não mostra nenhum vulto ou ectoplasma, o que na realidade ocorre quando há esses casos, e filmes existem na internet com tais eventos. Cena interessante é a criança levitando, e no mais um pouco de monotonia no filme. O estranho é que essa personalidade subliminar, um outro eu, de outra vida, queira se vingar e interfira na presente vida com crença de estar noutra vida, onde fatos eram outros, e com um poder paranormal. Vivos e mortos em interação, ou vidas que se somam, não se apagam nunca.
            Fato é que o perturbador é a falta de fé e técnica de defesa astral em ambos os filmes, e total desconhecimento das coisas. Poderia se chamar por exemplo sacerdotes de candomblé ou umbanda e a limpeza da casa seria feita e seu espírito maligno (quiumba), ou o da mulher, seria doutrinado para ter consciência do seu mal e libertar/libertar-se, com cantos e ervas sobre a casa ou pessoa. Ou um mago hermetista poderia dissolver a entidade astral com alguma técnica (Eliphas Lévi falou em livro sobre o fazer com uma espada..), e isso dentro de um sigilo, ou transportado para um cristal, ou ainda absorvido pelo mago mesmo. Mas muita técnica é exigida a esses exorcismos ( e um padre não mais saberia fazer...), tendo ainda os exorcistas de serem pessoas de elevada moral, purificados, com defesas, armas mágicas, paramentos outros, usar de círculo mágico, espada, punhal (ou tridente) e assim por diante. Não é tarefa fácil se livrar de certos espíritos. E nem brincadeira, e nem aqueles do filme teriam chance. Uma busca da fé já poderia dar o escudo, caridade, transformação. Pois a influência de espíritos é permitida por algum motivo pelas leis cósmicas. Se esse motivo desaparece, não há o porquê de continuar a possessão ou ataques astrais. Fato é que o filme faz refletir e a maioria das pessoas continua com o medo como única forma de lidar com os fenômenos, enquanto cientistas parapsicólogos, espíritas e ocultistas já o trataram em larga escala, há muito tempo e trocando o medo pela razão, pelo conhecimento e saber.



Um comentário:

  1. Caro Mariano: o cinema é bom suscitador de problemas embora seja um mau resolvedor. Penso que somos nós quem devemos dar a solução. Alguém, afinal de contas, precisa dar conta desta missão. Assim o é no mundo do direito, nossos clientes são criadores de problemas e nós somos resolvedores, e assim devemos proceder filosoficamente embora não sejamos remunerados para tanto. CLÉVERSON ISRAEL MINIKOVSKY

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