terça-feira, 16 de julho de 2019

FILME I AM MOTHER E A FILOSOFIA


Filme “I Am Mother” e a Filosofia
 
 

Mariano Soltys, filósofo e escritor

 
 
 
 
 


Filme recente da Netflix, “I am mother” mostra um pouco de ficção científica e da questão existencial humana, onde robô gera e cria uma criança, a educando para o mundo, sendo uma “perfeita” mãe. Do diretor Grant Sputore, o filme supera a mesmice e memes que colocam o streaming sob questionamento quanto à qualidade, mostrando uma bela produção, que leva a reflexão. Semelhante a Exterminador do Futuro, Chappie e filmes semelhantes, o filme coloca um futuro apocalíptico ou criminoso frente à condição humana, se o ser humano merece ser preservado, frente a sua maldade ou autoextinção.
 
 
 
 
 
  

Estrelando Clara Rugaard, adolescente que mostra precoce talento frente à câmera, mesmo em ações adultas e bem complexas, como numa cirurgia médica, ou mais, numa reflexão filosófica e ética, o filme supera a crítica negativa de analistas, e contracenando esta atriz com Hilary Swank, acaba por mostrar uma dialética do mundo perfeito e ideal contra o mundo real e existencial. Mostra também as máquinas que vão aos poucos prejudicando as pessoas, além do aparente auxílio, como o celular, de modo que a vida está na mão das máquinas. A mãe assim ameaça a vida e frente ao perfeccionismo da adolescente, acaba por perder a batalha. Apesar de que a máquina acha uma qualidade intrínseca em todo o ser humano, quando fez um questionário ético à menina, esta última comparando a opinião de Immanuel Kant, filósofo metódico alemão, com a opinião de Auguste Comte, mais subjetiva ou mesmo científica. O tema foi de se um médico poderia frente à vida de outras pessoas sacrificar a sua vida, ou se deveria manter, haja vista alguma das pessoas não ser boa ou merecer esse sacrifício. Logo, o filme tem sim grande questão ética e social, frente à extinção da humanidade, onde existem apenas no mundo a menina e a amiga dela, atuando Hilary Swank, que mostra uma grande guerreira e sobrevivente ao terror das máquinas, se assemelhando a Sarah Connor de Exterminador do Futuro. 
 
 
 
 
 
 

Por fim, o filme tem um desfecho em aberto, o qual não irei contar, mas que sugere uma continuação ou uma maior reflexão quanto ao tema da mãe, ou da tecnologia, ou de nosso tempo que já é um futuro-presente, mesmo em uma ficção científica. Mesmo assim o filme vale a pena como uma alternativa diferente no menu de filmes disponíveis.

domingo, 5 de maio de 2019

FILME VINGADORES: ULTIMATO E A FILOSOFIA


FILME VINGADORES: ULTIMATO E A FILOSOFIA

 
Resultado de imagem para Vingadores ultimato pelicula
 

                Filme que está conseguindo um super sucesso nas bilheterias, “Vingadores: Ultimato” mantém a indústria cultural de pé, e também não se preocupa com a perda da aura no cinema, conforme nos lembra da escola filosófica de Frankfurt. Os super-heróis se reúnem para enfrentar a Thanos, após este ter matado metade da população, e assim recuperar as 6 joias do infinito. Heróis em ponto de vista grego seriam quase deuses, humanos com destaque que morreram bravamente. Isso depois foi mudado em nossa cultura para os santos ou mártires. O herói não está morto, o herói é morto. Mas no universo dos quadrinhos, o super-herói nasce muitas vezes em grande superação, de um adolescente aparentemente fracassado que ganha poderes por uma mutação ou sorte do destino, ou de alguma descoberta tecnológica. Mas não sozinho, e na lição de Epicuro, o melhor da vida são os amigos. Assim se unem os super-heróis: Vingadores.
 
Resultado de imagem para Vingadores ultimato pelicula
 
 

         Mas não apenas de humanos se fazem os super-heróis. Também há deuses. Assim se mostra Thor, que divertiu as mulheres do público com sua barriga saliente, de modo que se encontrava o deus do trovão com uma tendência alcoólatra pela cerveja. Não menos importante foi Hulk, agora intelectual e disposto a ensinar a fórmula para resolver o problema e recuperar as joias, ou seja, com a viagem no tempo. Nietzsche achava que as coisas se repetem sempre do mesmo modo, em eterno retorno. Talvez seria possível viajar no tempo ao se perceber quando essas coisas se repetem. Mas no filme se usou a física quântica. Falou-se até em paradoxo EPR. O Homem-formiga foi à cobaia. Mas não enfrentam sozinhos a Thanos, pois somente juntos o podem vencer. Thanos parece rimar com Thanatos, um ser da morte e do ódio, antagonista de Eros ou Cupido. Em Thanos não há amor, e por isso ele sacrificou uma de suas criações, ou filhas. E Capitão América ao encontrar seu alter-ego em outro tempo, enfrenta a si mesmo.
 
Resultado de imagem para Vingadores ultimato pelicula pinterest
 
 
 A filosofia é uma reflexão consigo mesmo, um superar-se. Mas ninguém o enfrenta sem se associar. Aristóteles veria bem as pessoas unidas em uma sociedade a enfrentar o mal. O homem é um animal político, social. Também os super-heróis o seriam. E para recuperar o mundo de um retrato apocalíptico, para restaurar suas famílias. Aristóteles tinha por objetivo a eudaimonia, que seria uma felicidade mais ampla, uma prosperidade em muitos sentidos. Mas disse Thanos: “Eu sou o inevitável”. Logo a morte vem como divisa, uma iniciação necessária. A filosofia existencialista, em especial Sartre, ensinou que o ser se relaciona com a morte. Mas há uma liberdade de escolha. Contudo, os Vingadores precisam não se vingar, mas salvar a humanidade. Assim o sacrifício de um salvador se fez necessário, e uma dimensão cristã apareceu, unindo fé a razão. Agostinho e Tomás de Aquino vieram à tona, com a filosofia medieval. Com a ajuda de Arqueiro, de todos os heróis, e ainda até de vilões, como a Nebulosa, tudo se encaminharia bem para se manter as joias protegidas: joias metafísicas.
 
 
Resultado de imagem para Vingadores ultimato pelicula pinterest
 
 

          No mais o filme manteve um ideal norteamericano (Capitão América e três joias em Nova Iorque...), bem como um forte paganismo, com muitos deuses e poderes, sem qualquer referência a cultura cristã, a não ser o sacrifício de um herói por analogia. Mistura de viagem espacial, no tempo, bem como com muita ação e efeitos especiais, Vingadores: Ultimato está sendo um sucesso nos cinemas, nos levando também a refletir sobre a ética e sobre a humanidade, sendo importante a filosofia nesse quesito.
 
imagens de pinterest.com  
 
 

sábado, 27 de abril de 2019

Série Merlí e a Filosofia


Série Merlí e a Filosofia

 
Resultado de imagem para serie Merli
 
 

                Certa vez eu estava me entretendo em alguma rede social quando apareceu por coincidência uma série ou seriado de um professor de filosofia, chamada Merlí, que é o nome do professor. Impressionado, procurei na época sem encontrar a produção espanhola. Depois a encontrei em Netflix. Descobrindo que essa série está para assistir, comecei a acompanhar algum episódio. Envolto em dramas de diversos personagens, amores e desamores, conquistas e conflitos, o professor tenta apoiar as pessoas, com sua sabedoria prática e um pouco de aventura pessoal, mostrando que se pode compreender e ver o mundo de uma forma mais racional e direta.  Merlí tenta entender o filho, o menino a que ajuda, problemas sociais de alunos, interferindo e colocando a trama em um caminho muitas vezes não esperado pelo espectador.
 
 
 

         Não sendo uma série das mais assistidas, Merlí impressiona por tratar do tema da filosofia, dedicando cada episódio a um pensador. Passando por Platão, Aristóteles, Maquiavel, Sócrates, Foucault, Shopenhauer e outros, vemos um ensinamento ou outro que vale cada momento dedicado à reflexão, além do entretenimento e romance dos personagens, mostrando a praticidade da reflexão filosófica, para ajudar a atender o nosso mundo, a nós mesmos e a resolver problemas. Sendo um professor diferente, amigo dos alunos e partilhando de uma vida quase adolescente, Merlí é compreendido e admirado pelos mesmos. Fez um exercício perguntando se Aristóteles criaria um perfil em Facebook, de modo que um aluno tirou dez ao dizer que sim, pois ele via o homem como um ser social. Perguntado por outro aluno o que é justiça, ensinou através de um desenho de reta, mostrando o meio termo, e que justiça é felicidade. Já sobre Sócrates, falou que os alunos têm de aprender a pensar por si mesmos, o que gera problema a um menino por negar valores de pais. Noutro momento ele ensinou sobre Shopenhauer, onde disse que a única coisa que existe no mundo são os desejos, e que a vida é sofrimento. Também tratou de algumas palavras gregas, como eudaimonia, a felicidade.
 
 

         No geral a série Merlí é diferente, altamente recomendada para quem deseja sair um pouco dos clichês de seriados, sempre envoltos em superpoderes ou no fantástico. Aqui as pessoas enfrentam seus desejos reais, se relacionam, trabalham, estudam e refletem sobre o mundo, procurando um modo diferente de viver ou entender a vida. Porque pessoas têm seus defeitos e dificuldades, e Merlí também se inclui nisso, com seus encontros e desencontros amorosos, e mesmo a situação de filho, com quem busca um laço mais forte e sincero. No mais os adolescentes curtem a vida, aproveitam o seu momento e beijam muito, bem como professores vivem paixões secretas.
 
 
 

sábado, 6 de abril de 2019

Filme “Capricórnio Um”, China na Lua e a Filosofia


Filme “Capricórnio Um”, China na Lua e a filosofia

 
Resultado de imagem para capricornio 1
 
 

                Três astronautas se preparam para uma viagem espacial até Marte, num programa espacial chamado Capricórnio Um, recebendo uma Bíblia de um colega de trabalho e fazendo a contagem regressiva. Os espectadores, dentre os quais contava o vice-presidente, observam com atenção, curiosos e apreensivos, já com o atraso do lançamento espacial. Chega então o grande momento, uma conquista para a humanidade: a contagem regressiva: 10, 9, 8, 7, 6, 4, 5, 4, 3, 2, 1. Mas antes disso, pasme! Veja o que aconteceu em seguida...
 
Resultado de imagem para pelicula capricornio 1
 
 

         Dirigido por Peter Hyams, Capricórnio Um é um filme norte-americano de 1978, em meio a Guerra Fria, de modo que a corrida espacial exige essa grande conquista: chegar a Marte. Charles Brubaker, Peter Willis e John Walker são astronautas especialmente treinados, e toda a sua família assiste com atenção o lançamento do foguete. Estranhamente, o presidente não está entre a plateia. Também, um senhor exige apoio financeiro para a situação, paga a ele pelo governo, e o homem do governo acha outros investimentos mais importantes, como pobreza,  alegando o interesse da população. Por fim, o senhor recebe a contribuição governamental. Mas algo estranho acontece em meio a momentos antes do lançamento: um homem abre a escotilha e os astronautas são chamados a se retirarem urgentemente, os quais se negam em princípio, mas depois saem e são encaminhados para um carro e um jato. Dentro do jato, descobrem curiosamente que estão em uma armação e conspiração, sendo depois colocados num estúdio cinematográfico a fingirem estarem em Marte, de modo que ao final seriam colocados em situação de retorno, e isso tudo em ameaça a segurança e vida de suas famílias, por chantagem. O filme se desenrola em uma fuga dos três e caçada com helicópteros, sendo que seu destino é um mistério em meio ao deserto. O ponto central fica no jornalista Robert Caulfield que tenta descobrir a verdade e sofre atentado, sobrevivendo, depois encontrando um colar de astronauta e por fim um dos três. Mas no geral o filme guarda boa ação, e um mistério diferente do corriqueiro, sendo um dos melhores filmes sobre a temática, uma vez desmascarando uma situação e fazendo as pessoas refletirem sobre o que aprendem pela mídia. Ademais, pode-se estar acreditando em mentiras da história, ou de uma história que foi ensinada errada.
 
 
 
 
 

         A história é um processo de interesse econômico, e muitas vezes nada tem a ver com a verdade. O filme parece mostrar algum paralelo com a viagem espacial a Lua, a qual também sofre dúvidas, haja vista as sombras não baterem, a bandeira, as pegadas, filmagens e muitas outras incongruências tecnológicas e lógicas de impossibilidade. O curioso que os astronautas da Lua tinham irmãos gêmeos, o que causa a suspeita de quem vemos após a viagem. A filosofia desmascarou ao longo da história várias mentiras, e mesmo a religião sofreu por vezes com a busca da verdade. “Capricórnio Um” mostra uma conspiração por um anseio mundial e ao mesmo tempo um fato politicamente plantado, a fim de defender uma hegemonia mundial. Isso apareceu também na China chegando recentemente ao lado escuro da Lua. Como disse Carlos Drummond de Andrade: “A porta da verdade estava aberta, mas só deixava passar meia pessoa de cada vez”. Ainda, melhor disse Francis Bacon: “A dúvida é a escola da verdade”. Ou como disse por fim Sócrates: “Só sei que nada sei”.
 
 
Resultado de imagem para movie capricornio One
 
 

domingo, 17 de março de 2019

Filme O menino que descobriu o vento e a filosofia


Filme “O menino que descobriu o vento” e a filosofia



 
Resultado de imagem para The boy who harnessed the wind film
 
 

                William Kamkwamba vivia na região de Malaui, na Vila Kasungo, uma das regiões mais pobres do mundo, passando fome e também dificuldades nos estudos, de família de agricultores de milho, de modo que quando criança não pode por certo tempo freqüentar a escola, haja vista seu pai não ter dinheiro para pagar. Frequentava uma espécie de lixo de sucatas, bem como observava o mundo com curiosidade, procurando soluções. Arrumava os rádios de seus vizinhos, conseguindo em certa vez fazer funcionar um com alegria, para amigos ouvirem o jogo. Na filosofia também não é estranho inventores e homens que superaram seu destino. No caso de William, o tema foi o da fome resolvida por sua inteligência. Mas já falaremos de como isso ocorreu.



Resultado de imagem para The boy who harnessed the wind film



            Muitas vezes se pensa que trabalhar na roça é melhor que estudar. As gerações antigas assim viam o mundo. Mas as novas também podem aproveitar o conhecimento para gerações trabalharem juntas. A técnica pode aprimorar a colheita. No filme britânico “O menino que descobriu o vento”, de diretor Chiwetel Ejiofor, conta a história real de um menino de 13 anos que ao observar um dínamo de bicicleta, resolve pesquisar livros na biblioteca e chega a iluminar sua casa com um dispositivo de energia do vento, e depois ajuda o pai na plantação, com uma bomba para a irrigação. Curioso que isso começou com a ajuda de professor, que namora sua irmã, e com a biblioteca. Muitas soluções são encontradas em livros. O caso do William mostrou isso. Na Grécia antiga os filósofos descobriram a democracia, a filosofia, a medicina, a geometria e outras coisas. Anaximandro fez o primeiro mapa mundial, Platão descobriu o despertador, Tales de Mileto a eletricidade. O menino William também vê a esperança no meio a fome de Malaui a descobrir uma solução para ajudar a família, que passava fome e comia uma vez ao dia. Sua máquina de irrigação com energia aeólica mostrou que a inteligência tem solução para muitos problemas. O cientista ou filósofo é assim essencial para resolver muitos problemas sociais. Da pequena vila Kasungo para o mundo, virou notícia e viajou pela primeira vez de avião a fim de ser ouvido. Ganhou estudos e superou uma grande limitação. No tempo dos filósofos não era diferente: muita sabedoria e pouco recurso.
 
 
 
Resultado de imagem para The boy who harnessed the wind film
 
 

            Talvez nem esse computador que uso agora existiria sem a invenção do filósofo Blaise Pascal, a calculadora. A prova do filme é que a limitação insuperável de início, nada é frente ao vento divino da inspiração, do sopro divino que vivificou Adão. A inspiração espiritual que vejo na alma desse grande homem, de William Kamkwamba salvou vidas e salvará, frente à fome que assolava aquela região de Malaui. Cientistas e filósofos não escolhem onde nascem, e aqui no Brasil também devem surgir meninos descobrindo o vento, o fogo, a água e mesmo a terra prometida. Esperemos grandes pessoas que iluminam a nossa esperança frente a uma vida melhor.

sábado, 6 de outubro de 2018

A série “O Bom Lugar” e a filosofia


A série “O Bom Lugar” e a filosofia

 
 
 

            Estava assistindo recentemente a série “The Good Place” e notando o que é falado pelo professor de filosofia moral, no que se refere a livros e pensadores. No mais, a série se refere ao lugar onde as pessoas vão após morrer, em espécie de paraíso, sendo que algumas descobrem que estão no céu por engano, uma vez não pessoas tão boas. Lembram assim de seus pecados e tentam mudar o seu padrão ético. Então, a protagonista assume sua condição e passa a ter aulas de ética com o professor, que seria sua alma-gêmea, de modo que começa a se transformar com o conhecimento, em seu comportamento. Mostra assim que a filosofia é muito prática e necessária, e que apesar de quererem tirar esta das escolas, a mesma é essencial para a humanidade.
 
 
Resultado de imagem para The good place
 
 

         Já de começo na série é citado Immanuel Kant, o filósofo alemão que tem a moral e o conhecimento por pontos importantes de seu pensamento. Na moral ele tem a questão do dever, que seria já por si mesmo importante, independente de recompensa. A moral em Kant vem também a se transformar em lei universal, senão não seria algo moralmente viável. Também o professor na série falou de Aristóteles, bem como de Platão, apesar de não ficar muito claro a que temas ele trataria com a aluna. Fato é que se lembrando do pensamento grego, apesar de se falar de temperança e de virtudes, o de um bem, por lá a cultura não era cristã e os moldes das coisas não seriam bem iguais a de valores do bom para a nossa cultura. Apesar de que os pensadores gregos em questão foram cristianizados pelos filósofos medievais Agostinho de Hipona e Tomás de Aquino. Fato é que ainda o professor cita os utilitaristas, com a teoria de maior prazer ao maior número de pessoas, ao qual o monge dá uma resposta alternativa, mostrando a limitação do pensamento utilitarista, com Jeremy Bentham. Também cita ainda um pensador chinês, ou fundador de religião, Lao-Tsé, com a regra de se buscar além do conhecimento exterior, um conhecimento de si mesmo, regra de ouro em diversos sábios. Ainda se percebe em primeiros capítulos da série algo como David Hume, autor que não é bem abordado, mas reflete um pensamento que supera a simples causalidade. No mais, se percebe fora os livros, uma condição humana inegável, de adaptações sociais e pessoas que vivem em comunidade, numa ética que o ato negativo de um prejudica toda a sociedade, no caso da série, o paraíso, que teve problemas por atos de personagens. Fato é que a protagonista tem bem o jeitinho brasileiro, e viveu sempre tirando vantagens em atos e se adaptando para burlar a ética. 
 
Resultado de imagem para The good place
 
         Por fim, a série The Good Place mostra que a filosofia pode ser muito útil para transformar as pessoas e construir uma sociedade mais digna e cidadã, e que é muito prática e útil. Exemplo de grandes filósofos que foram médicos, matemáticos, biólogos, etc e tiveram tantas influências essenciais em nosso mundo, mesmo vivendo muitas vezes num mundo de ideais e pensamentos. O que foi pensado se torna real, e o paraíso e “bom lugar” é construído pelas nossas escolhas e consciência