Filme “A Caixa” e a causalidade dos atos
Filme “A Caixa” e a
causalidade dos atos

Esse filme onde estrela Cameron Diaz,
da direção de Richard Kelly, nos leva a
grande reflexões éticas. Primeiro que o fato de se matar uma vida por um milhão
de dólares, mesmo que seja por um simples ato de apertar o botão, leva a uma
consequência certa. Segundo, que não há desculpa para o ato – no caso a
necessidade por ter perdido o emprego na NASA, no filme.
O fato de ser uma família burguesa e
de estar envolvida uma espécie de conspiração ligada a NASA, já rende uma história
sem igual. O fato do vilão ter sido atingido por um raio e depois desse fato
ter comunicação com “empregadores” do céu, a fim de fazer a experiência da
caixa, onde se testa a bondade das pessoas, ou perversidade, em troca de
dinheiro, faz do drama algo que nos leva a refletir até onde temos um preço. A
causalidade assim vem quando os personagens se veem em uma teia de aranha de
conspiração, onde as pessoas próximas morrem graças a seu ato de apertar o
botão.
Sabemos que as guerras atuais são de
apertar de botões. As bombas atômicas e mesmo uma injeção letal necessita de um
aperto de botão. E a pessoa se vê num impasse ético ao exercer esse ato. Todo o
ato provoca uma causalidade, ou mesmo já está ligado a outros atos em uma contigüidade
(Hume). E isso nos leva a pensar na Causa Primeira, Deus, ou o Demiurgo. Leva assim
a filosofia Platônica e Aristotética, e a noções que tendem ao impessoal ou mesmo
ao pessoal, como o fez a filosofia cristã, Agostinho e Tomás de Aquino. Mas ao
apertar o botão da caixa, eles encontraram a própria desgraça, conhecendo o céu
e o inferno, e o pior: a verdade.
Fato é que é apenas um trabalho. Assim
um abandona sua responsabilidade e capacidade, delegando a outro. E existem
muitos “empregados”. Esses tais empregados o são pela conspiração e que se
revelam já na biblioteca da universidade. Reverter o ato do assassinato tecnológico
é impossível e o teste é feito e se torna eficiente. A caixa assim é um filme
que leva a questões éticas e metafísicas, e até onde nossa sociedade tem micro-físicas
de poder. Até onde somos manipulados e até onde a caixa, seja ela um carro,
casa, caixão, computador, e outras “caixas”, nos leva a sermos escravos de
algum sistema? Isso nos faz pensar e perceber que a história tem essa divisa do
apertar do botão: a segunda guerra e as viagens espaciais o provam, mudando
nosso paradigma existencial.
Temos sempre que lembrar que o argumento deste filme foi plagiado (pois não foi dado o devido crédito), da obra de Eça de Queirós, O Mandarim.
ResponderExcluirO Mandarim que, por outro lado, foi inspirado nO Paradoxo do Mandarim de Chateaubriand!
Excluirfala normal crlh
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