segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

CUBO 2 e a física quântica


 
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De modo diferente a CUBO 1, em sua segunda versão, o cubo é revestido de certa virtualidade, é uma espécie de gato de Schrödinger. Novamente com diversos profissionais em seu interior, todos “inocentes”, mas que escondem sempre a colaboração na máquina da morte e no “grande irmão”, resta assim que se usam também armadinhas quânticas, que interagem com a mente ou consciência dos aprisionados. Cubo 2 é uma versão mais inteligente da franquia, e soma efeitos especiais elaborados com a história canadense. Temas vários assim surgem numa história que guarda muitas surpresas.
 
 
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Em Cubo 2 o foco não é tanto ético ou político, como seus assemelhados, mas sim a evolução da física e o paradigma quântico. Ali se verá que tudo é consciência, e que a mente faz a realidade. Assim também há o colapso de onda, o vácuo quântico, as diversas dimensões do espaço, ou pelo menos a quarta, que seria representada no hipercubo, ou na téssera. Aqui entra um pouco de matemática também. A primeira grande descoberta é de que estão num cubo especial, que revela essa dimensão extra, que não é interpretada apenas como o tempo. Assim o observador determina a realidade. Fica por fim o pesadelo dos físicos: o problema da medida.
 
 
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Mas existe uma novidade nesse filme: uma moça cega acompanha os aprisionados. Por fim ela revela uma surpresa que colocará todos em estado de espanto. Mas os integrantes parecem ser mais espertos que em outras versões, e há muita modificação do cubo, parecendo ser uma sala só, às vezes mudando aspectos temporais, repetindo, viajando no tempo, reduzindo velocidade das coisas e assim por diante. Aqueles que acham saídas, como o detetive, acabam por se tornar carrascos e ele parece ser a figura do psicopata da turma.

Mas o que é matéria? São flutuações do vácuo quântico. Assim as ondas determinam muitas coisas, em especial as mentais. O homem ganha responsabilidade por suas escolhas. Deve-se deste modo aceitar a realidade e compreendê-la. Na maioria dos casos as pessoas fogem da realidade. Mesmo com as religiões. Mas desse modo vem Jesus e fala que o Reino dos céus está mais perto do que imaginam. No filme se leva a refletir até onde somos responsáveis, e onde podemos encontrar a saída das portas ou do Cubo, que reserva suas armadilhas do “destino”. Revela assim o filme a dignidade, no sentido de um antropocentrismo, ficando o homem responsável por sua liberdade. E a igualdade fica no caso da deficiente visual, tando em sua qualidades, como na grande descoberta em relação a sua participação na construção do Cubo. De vítima ela se torna vilã.
 
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Muitos espectadores gostaram do primeiro Cubo e criticaram os outros, mas ninguém negou do potencial epistemológico ou de conhecimentos dessa produção canadense. Longe de imitar outros filmes, esse buscou uma criatividade e fazer pensar. Apenas usou de certa violência nas armadilhas, mas aqui as coisas ficaram mais sugeridas. Fato é que a física presente nesse Cubo revela os desenvolvimentos de nossa ciência e se esta tem ou não ética. Pode-se projetar para uma bioética, uma vez que são pessoas as cobaias nesse instrumento. O filme também pode ser transposto para campo filosófico, para um idealismo e subjetivismo. O final não é feliz, e isso também soma a qualidade do filme. Uma produção para refletir sobre os mecanismos de poder e sobre o destino da humanidade.
 
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4 comentários:

  1. Verdade.O Filme denota aspectos tanto primitivos como a luta pela sobrevivência quanto aspectos filosóficos como a solução de sair de situações complexas usando bem as escolhas ao mesmo tempo que critica a forma com que estamos usando a ciência, ou seja se estamos tendo ética científica ou não (algo muito debatido nos tempos atuais).

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  2. A questão ética e a responsabilidades de todos parece o foco do filme, uma vez que todos envolvidos com a produtora do sistema, a Izon. Em Cubo Zero se mostra a corporação que produz tal mecanismo, mas aqui ainda se nota mais o aspecto quântico das coisas. A sobrevivência pode mostrar a astúcia humana, como disse Hobbes, o homem lobo do homem. Ou mesmo um sistema maquiavélico de poder.

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  3. Achei inferior ao primeiro e não gostei das soluções quânticas, por outro lado não dá pra negar a inteligência por trás dos artistas que fizeram O Cubo 2.
    Quiseram inovar, criar...
    Há muitas indagações, estranho haver tantas perguntas pra um filme, em estrutura, igual ao primeiro. Fico a me perguntar o porquê dos esquecimentos, não há necessidades fisiológicas nos personagens, quando há, há somente a fome.
    O porquê de entrar uma cega no filme (e ela de preto), uma velha meio maluca e ao mesmo tempo muito sã, completamente, talvez, maluca por sua profissão, excesso de trabalho, desejo de se apegar a coisas simples (se preocupa muito com o cachorro, a ginástica)

    Enfim, o filme traz muito mais perguntas

    Particularmente gostei de todos

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    1. O filme mesmo assim é muito bom. Ele tem uma cara mais limpa nos cubos, diferente do Zero, que parece antigo e sucateado. Já sobre necessidades, nos outros já teve um personagem urinando, e acho que desnecessário. A moça cega é para mostrar que o vilão muitas vezes está no inesperado, e a senhora o mesmo, acredito. Superar clichês. Fosse um cara feio e com uma estrela vermelha, todo mundo diria que era o vilão. Mas como foi uma moça com deficiência visual e uma de melhor idade. na verdade todos eram vilões. Pena a franquia ter parado no Zero. Seria um bom filme para voltarmos a ver uma continuação. abraço

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