quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Contatos de quarto grau

Contatos de quarto grau e deuses astronautas

            O
filme me pareceu de início um documentário. A atriz Milla Jovovich com seus belos olhos azuis começam relatando do que se trata e atrai a atenção. A personagem real que teve as vivências parece por outro lado, meio estranha. Mas o porquê de uma psicóloga procurar por respostas em pacientes que veem uma coruja não parecia de início algo muito atraente a quem assiste. Mas o centro da fita é a abdução por alienígenas, baseada em relatos reais e gravados, pesquisados e tudo mais, em uma cidade pequena do Alasca, chamada Nome, que parece um nome estranho, e onde só se chega de avião. Mas as cores são legais, gostei da matiz meio esverdeada ou cinza, o que me atraiu de início, apesar das cenas serem meio gravadas com closes sem emoção, e por Milla não imitar muito bem a protagonista original, que era um tanto de aparência melancólica.
            O centro da história é o fato de uma serie de pacientes, em torno de 300, acordarem à noite com o mesmo pesadelo: ver uma coruja, que não entrou por janela aberta, mas que misteriosamente ficava a espreita. Até que um rapaz, ao descrever, estando já hipnotizado, como os outros, que não era uma coruja, entrando em desespero e pulando do sofá, bem como outro que passa mal e vomita (tudo isso em paralelo as gravações reais, da psicóloga). Fiquei eufórico e achei que ela tinha filmado algum ET, mas não ocorreu. E Milla antes lutava com zumbis, em vários Resident Evil (eu achava bem mais assustadores os games...), mas agora a atriz se defrontava com possessões em pessoas que foram abduzidas (supõe-se...), e pelo menos nesse filme ela não luta que nem uma ninja ou fica sem roupa.
            O filme porém em certo momento toma outro rumo em sua narrativa. Aparece uma gravação da voz da própria doutora que se trata com amigo, e assim vem uma voz em língua da antiga Suméria. Isso em tom muito elétrico, parecendo uma voz mais do que diabólica, feito mensagem subliminar, mas pasme: sem tocar ao contrário, a voz aparece sem qualquer análise mais direta. Já vi certa vez as tais “transcomunicações instrumentais”, onde espíritos e extraterrestres falam por mensagens em gravações por aparelhos eletrônicos (livros antigos mostram imagens que se formam em TV's, com tais seres de outras dimensões), e isso se dava com muita dificuldade. Para imagens precisa de um efeito onde se desdobram em duas as imagens, e nas gravações aparece quando muito uma ou duas palavras, isso bem resmungado. Mas no filme a língua era outra. Um pesquisador descobriu e traduziram as frases, que no fim do filme retornam, com mais enfoque, numa conversa da psicóloga com a entidade (não vi ET algum..), e ela se diz ser Deus, e fazer experiências etc. O lado sombrio é que sumiu com a filha da doutora, e que até hoje ela nunca mais viu a menina.
            O filme tomou mais o rumo da paranormalidade que da ufologia, quando percebi aquele paciente que levitou da cama. Isso sim foi algo sensacional, um fenômeno paranormal filmado. Mas as vozes também poderiam ser xenoglossia, e a idade do alfabeto não importa, pela pamtomnésia, a memória de tudo. E o centro das manifestações não pareciam os pacientes, mas a psicóloga e sua hipnose, que despertava essas personalidades sombrias em seus pacientes, o que aqui sim poderia ser explicado pela ciência oculta como um demônio, pelo animal aparecer antes. Fato é que outros abduzidos lembram de fatos ao fazerem hipnose (regressão), e que falam de viagem a outros mundos, mapas dentro do disco voador, experiências e conversas com os seres alienígenas, com aparelhos para traduzir etc. Levitação seria psicocinesia e o resto seria criatividade inconsciente.
            Mas com tanto relatos de abduções, OVNIS, coisas estranhas e contatos, não seria de se duvidar que é possível haver algo. Eu sempre fui muito fiel na existência de mais seres inteligentes e humanoides que nós, e isso não sei se é espiritual, intraterreno ou extraterreno. A intuição me leva a essa certeza. E também vejo com desconfiança relatos de livros sagrados a respeito dos anjos, com cortinas de fumaça, sarças ardentes, carros de fogo, estrelas que se movem guiando homens e outros relatos, que de de longe perecem relatos ufológicos. Claro que contaos de primeiro e segundo graus levam a outras teorias, mas ao se ter relação de toque com ET's, e como aqueles homens descritos por Fídias Teles em seu livro O brilho cósmico dos vivos e dos mortos, onde tem contato até sexual com moças ET's, faz com que não se duvide. A proximidade do fenômeno vai revelando a verdade. Mas isso põe em xeque muito do que dizem as religiões, e já há religião que usa desses temas ufológicos como base de sua fé.
            Outro fato curioso é o filme invocar “Eram os deuses astronautas”, ao relatar figuras da suméria retratando foguetes, naves, máscaras de oxigênio e um deus parecendo coruja. Antes percebi apenas entidades ou espíritos porém naqueles pacientes, e sem técnica nenhuma para um contato, denunciando para mim um laço daquelas pessoas com a entidade em questão (pacto?). No mais os contatos com seres vários poderiam derrubar muito do orgulho humano, nesse tempo de ceticismo e materialismo, que acha que o segredo da vida está em ganhar dinheiro e colecionar bugigangas. O Contato de Quarto Grau é um filme que fará muitos pensarem em teorias diversas, mas os fatos paranormais estão retratados, e não podem sugerir fraude, uma vez que as filmagens são artesanais e com pessoas que até morrem ou se ferem na realidade, fato que ninguém armaria. A psicóloga acaba doente e em cadeira de rodas e a cidade ficará famosa pelo filme, talvez sendo um novo caminho a ufólogos curiosos, semelhante a nossa Varginha, e seus incidentes com quedas de naves e Ets marrons. A realidade no filme fez a diferença, pois na ficção se pode inventar, mas ali havia algo de muito estranho, e a “verdade está lá fora”,  como sempre se prometia no seriado Arquivo X. Será que estamos prontos para sair lá fora e conhecermos a verdade?
           



2 comentários:

  1. Mariano: o raelismo e a obra de Däniken começam como absurdos, mas ganham cada vez mais credibilidade. Penso que existem numerosas moradas neste grande oikos que é o universo. De vez em quando recebemos visitas. Mas são visitas inusitadas e não exatamente amistosas. Precisamos melhorar muito nosso padrão espiritual e tecnológico para conversarmos com os vizinhos da galáxia. Forte abraço. CLÉVERSON ISRAEL MINIKOVSKY

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  2. Devemos pensar nas coisas.. o filme no mínimo tem filmagens de fenômenos paranormais.. a não ser que levitação seja para alguns normal.. abraço amigo.. brigado pelos sempre comentários

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