sábado, 11 de fevereiro de 2012

Semana cultural e Chaplin

 
 
SEMANA CULTURAL E CHARLES CHAPLIN


                Hoje é sexta-feira e estou feliz por ter feito algo que quase nunca faço... Mas durante a semana tratei de vários assuntos culturais e projetos de livros, bem como de curso que teremos com Rubens da Cunha, sendo contemplado a respectiva proposta. Mas o que interessa é que nessa semana fui ao SESC, e lá tinha uma mostra de cinema sobre curtas de Chaplin, que dispensa comentários pela sua genialidade. O que talvez muitas pessoas não saibam é que essas mostras de cinema do SESC são quase que mensais e de GRAÇA.. isso mesmo, de graça, para assistir em um projetor a obra prima de diversos produtores.
            Já e de um tempo que eu deveria ter assistido algo no SESC, mas antes por um motivo pessoal me afastava do local, por uma certa mulher louca por mim que trabalhava lá, que geraria problemas. Esta não mais se encontra no labor neste local e assim me vi mais livre a ver as películas de diversos diretores e produtores, longe do cinema enlatado e comercial que vemos dominar a cultura de certa superficialidade. Antes não víamos muita cultura no município, a não ser os já antigos grupos musicais e folclóricos da região, e com o SESC temos apresentações de teatro, poesia em ônibus, literatura infantil, fantoches e muita coisa.
            Fato é que Charles Chaplin em seus pensamentos disse que a voz no cinema teria matado a imaginação. E ele é mesmo o rei do cinema mudo. Quando pensamos em obras como esses seus curtas, logo vemos que o talento é superado ao se sugerir muitas coisas, e em cada cinéfilo há uma percepção única das cenas, não de forma esperada e massificaste. Obras grandiosas como O Grande Ditador e Tempos Modernos são coisas que jamais serão esquecidas na sétima arte. Mas o grande Carlitos não foi bem aceito nos EUA, e por algum moralismo sem sentido, depois retratado. Com sua bela esposa, trinta e poucos anos mais jovem, certamente esse homem desejava a vontade de vida e nunca parar de produzir e trabalhar. Pena em últimas obras ter saído de seu estilo e decaído na produção, tendo filmes com pouca bilheteria.
            O ponto central e ideológico de suas películas parece ser o humanismo. Vemos uma vasta crítica de valores sociais, a alta sociedade, ao consumismo, as máquinas vida moderna e tudo mais. Filmes como “Em busca do ouro”, ou “Tempos modernos” falam por si, enquanto outras obras, como O garoto, o qual possuo um quadro em casa, está mais restrito a alguma interpretação. “Vida de cachorro” e demais retratam a dificuldade que não é levada em conta pela sociedade, muitas vezes concentrada em quimeras. Em 1914 chegou a fazer 40 filmes! Então é um produtor cultural que faz circular a inspiração em sua própria vitalidade.
Fato é que essa semana foi especial, participei de preparativos para projetos culturais, e pareço participar de uns 3! E isso gerará grande mérito, para eu que como Chaplin não desejo parar de produzir culturalmente, já em meu décimo quinto livro, sobre esoterismo bíblico. Claro que um artista nem sempre é reconhecido, mas o prazer silencioso de seu íntimo perdura pelos tempos e sua eternidade de espírito. Sou assim um vagabundo intelectual, a semelhança do baixinho que deixou uma marca insuperável no cinema mudo. Parabéns ao SESC e a essa iniciativa.


 

Um comentário:

  1. Chaplin é o tipo de sujeito único e irrepetível que se destaca ao mesmo tempo por suas excentricidades e extremo senso de humanidade. Foi o captador de uma época e fez muito com pouco, explico: numa era em que o cinema engantinhava levou adiante o máximo que a tecnologia da época pôde permitir, explorou - diria - as limitações da tecnologia de sua época fazendo disto algo até positivo. CLÉVERSON ISRAEL MINIKOVSKY

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